
Um pouco da História
O Método do Corpo Emocional é um projeto continuado, fruto de uma paixão incansável, que vem sendo construído a partir de uma íntima conversa entre a dança, o teatro, a psicologia e a educação somática. Esta história se iniciou em 1999, quando duas irmãs, Hany Lissa e Sharon Morgenstern, se lançaram na busca por um diferente fazer artístico. Bailarinas, advindas do sapateado americano e do jazz dance, procuravam uma forma diferente de realizar aquilo que costumavam chamar de sua própria dança. Uniram-se a um grupo de bailarinas, que com coragem e paixão, mergulharam em uma nova e excitante forma de pesquisar a dança. Após descobrir que o estilo de sua dança pertencia a linguagem da Dança Contemporânea, a Hany Lissa, que estudava psicologia na época propôs diversas dinâmicas de improvisos com estímulos e organizações diferentes. Nas rodas de discussões seguintes, com auxílio das bailarinas, iniciou-se a construção das Texturas de Movimento. Partiu-se da compreensão de Laban sobre qualidade de movimento, mas se expandiu para outras possibilidades. Na sequência a aproximação entre a diretora de teatro Cristiane Bouger e a Hany Lissa trouxe uma nova experiência ao embrião do método, levando o trabalho de improviso e investigação corporal através das texturas para o universo do teatro. Neste momento novos questionamentos surgiram: a dramaturgia, a construção cênica, a idéia de projeção do gesto. Em 2002 a Cia inicial se tornou uma escola chamada TrirA e a cada novo aluno uma nova possibilidade e uma nova interpretação. Sempre inevitável o emocional se pronunciava. De início não se sabia se era um caminho seguro, mas mesmo que se fugisse do contato com o emocional, ele aparecia como um fantasma sempre borrando a imagem e contaminando a criação artística. Após a pós graduação Corpo Contemporâneo, cursada na antiga FAP, a Hany Lissa obteve coragem de assumir o ingrediente emocional. Outros cursos e especializações na área da psicologia também a deixaram mais segura para unir conteúdos e olhares sobre a pesquisa. Foi então, que no ano de 2012, após encerrar a TrirA Centro de Artes, que Hany Lissa passou a organizar os processos técnicos testados e explorados por todos esses anos e reestruturou suas ferramentas. Deste momento em diante, o método tem sido aplicado em turmas de dança, teatro, grupos profissionais e em criações próprias. A partir de 2017 a sua criadora construiu um curso específico para todos que tem interesse experimentá-lo.